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Prefeito pedirá agilidade ao Estado para reconstrução de estruturas destruídas por navio em Guarujá

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Quatro estruturas foram afetadas pelo navio. Uma equipe da prefeitura esteve nos locais atingidos pelo acidente e fez uma vistoria nesta segunda-feira (21).

O prefeito Válter Suman (PSB) de Guarujá, no litoral de São Paulo, pedirá agilidade ao Governo do Estado na reconstrução do píer e do atracadouro da travessia de balsas destruídos por um navio carregado de contêineres neste domingo (20). A área é de responsabilidade da Secretaria de Logística e Transportes, por meio do Departamento Hidroviário. Uma equipe da prefeitura esteve nos locais atingidos pelo acidente e fez uma vistoria nesta segunda-feira (21).

Segundo apurado pelo G1, o acidente aconteceu por volta de 14h, no terminal de travessia de balsas localizado em Guarujá. O navio Cap San Antonio, de bandeira dinamarquesa, estava carregado com contêineres cheios no momento do acidente.

A embarcação estava no Porto de Santos e tinha como destino o porto de Paranaguá (PR). O navio atingiu duas balsas paradas para manutenção e destruiu o píer destinado ao embarque de ciclistas e pedestres, além de um atracadouro de veículos.

A responsabilidade pela apuração do acidente está a cargo da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos. No entanto, representantes da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal, Diretoria de Portos e secretarias municipais de Segurança e Desenvolvimento Econômico e Portuário fizeram uma vistoria, na manhã desta segunda-feira, nos locais afetados.

Prefeito

O prefeito disse, em entrevista ao G1, por telefone, que acompanhou a vistoria para garantir total suporte à questão de segurança e da utilização da travessia de balsas aos moradores da cidade. No total, quatro estruturas foram afetadas pelo navio, sendo elas: uma gaveta de atracação de veículos, uma balsa comprometida e o píer de acesso de pedestres e ciclistas à balsa.

Ele considera que os danos às estruturas terão consequências moderadas na mobilidade entre as duas cidades. “Essa travessia é a maior de canal de navegação de todo o mundo. Mais de 30 mil pessoas a utilizam diariamente. Não existem filas [no momento], mas nos horários de pico com certeza terá impacto considerável”, disse.

O prefeito disse, ainda, que irá à capital paulista ainda nesta segunda-feira para outro compromisso, mas aproveitará a oportunidade para conversar com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. “Vamos pedir agilidade na resolução desta situação”, afirmou.

Ainda conforme o prefeito, a Defesa Civil realizou a vistoria e concluiu, preliminarmente, que as estruturas danificadas pelo navio não oferecem risco à população. “Pela avaliação preliminar, o que deveria ter caído, já caiu”.

Travessia

Em relação à travessia, segundo divulgado pelo Departamento Hidroviário pela manhã desta segunda (21), com o píer de acesso de ciclistas e pedestres destruído, esse público precisa embarcar pela gaveta de acesso do Centro de Controle (CCO), na margem de Guarujá. Nos horários de pico, duas embarcações estão destinadas a estes usuários.

No total, cinco balsas atuam na travessia entre as duas cidades. O tempo de espera chegou a 55 minutos, por volta de 8h20. Após os horários de pico, a situação é normalizada e a fila de cerca fica com 15 minutos de espera em ambos os lados.

Investigação

O Capitão de Mar e Guerra Marcelo de Oliveira Sá, Capitão dos Portos do Estado de São Paulo, informou que tomou conhecimento do ocorrido e mandou uma equipe de inspeção naval e peritos.

“A princípio, não houve poluição ambiental. Eu determinei também que o navio ficasse lá no fundeadouro, para que a classificadora emitisse um laudo, para avaliar se o navio possui condições de prosseguir viagem”, explica.

Em nota, a operadora Maersk Line confirmou que o navio esteve envolvido em um incidente neste domingo ao sair do complexo portuário em rota para o porto de Paranaguá. “Até o momento não há o registro de vítimas envolvidas no incidente, dentro ou fora do navio, ou que a região tenha sido poluída de alguma forma. A companhia está avaliando a situação e colabora com as autoridades”, destacou.

Por meio de nota, a Santos Port Authority (SPA) disse que, devido ao acidente, por determinação da Capitania dos Portos, a embarcação deverá permanecer na área de fundeio para a avaliação das suas condições de segurança. Ainda segundo a SPA, o acidente não impactou as operações do Porto de Santos e nem a navegação.

fonte: G1

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