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Família diz que menina estuprada por seis anos está com ‘alma ferida’ e pede justiça no litoral de SP

Brasil Cidades Destaque
Suspeito disse que ‘algo o puxava à noite’ para cometer os abusos contra a enteada. Caso é investigado pela Delegacia da Mulher de Praia Grande.

A família da adolescente de 14 anos que gravou o próprio estupro e denunciou o padrasto, de 44, pelos abusos sexuais em Praia Grande, no litoral de São Paulo, pede por mais agilidade na resolução do caso e pela prisão do homem. O vídeo com imagens do abuso passa por perícia.

A garota relatou no boletim de ocorrência, registrado em 19 de maio, que os abusos sexuais aconteciam desde quando ela tinha apenas 7 anos. O homem é casado há 12 com a mãe dela, e há alguns meses os abusos estavam se tornando cada vez mais frequentes. Ela era estuprada enquanto a mãe dormia no quarto ao lado.

Para não ser denunciado, de acordo com o relato, ele ameaçava a garota e pegava o celular dela antes dos abusos, para que não fosse registrado de nenhuma forma. Além disso, não havia diálogo entre a menina e a mãe.

A família contratou um advogado para atuar no caso para tentar agilizar o processo. Após a denúncia, feita há mais de um mês, a Polícia Civil da Delegacia da Mulher de Praia Grande representou por um pedido de prisão preventiva do padrasto, que foi recusado pela Justiça após um parecer negativo do Ministério Público.

O MP alegou que o vídeo, gravado pela adolescente enquanto o padrasto a estuprava, precisava passar por análise. Mesmo assim, foi pedida a medida protetiva de urgência, com deferimento de distanciamento mínimo de 500 metros da vítima e da mãe dela. A garota também passou por exames de corpo de delito, que ainda não ficaram prontos.

‘Feriu a alma dela’

A irmã mais velha da adolescente está acompanhando de perto as investigações da denúncia. “É um caso muito sério, deveria ter sido mais ágil. Não tem motivo pra demorar tanto”, diz, pedindo pela prisão preventiva do padrasto.

“Ele feriu a alma dela. Fez uma marca, uma mancha que infelizmente não tem o que mudar. Ela vai carregar isso pra sempre”, desabafa a irmã da adolescente abusada pelo padrasto por seis anos.

“Ela está sem comer direito e sem querer sair de casa desde a denúncia”, disse a irmã da vítima. “Ela só vai começar a melhorar quando ele for preso”, desabafa. “Tenho certeza que quando ele for preso e a cara dele exposta, novas vítimas irão aparecer”.

O denunciado chegou a confessar o crime para a esposa ao ser confrontado e disse que era ‘possuído’ para cometer crimes. “Falou que era tudo culpa do diabo. Disse que, à noite, algo puxava ele e falava para ele fazer, que era mais forte que ele, que estava possuído”, disse a irmã.

O padrasto deixou o serviço desde a data da denúncia e não foi mais visto pela família até o momento. O G1 não conseguiu localizar o suspeito ou o advogado do investigado para falar sobre o assunto.

Três vezes por mês

A vítima relata que os estupros aconteciam, em média, três vezes por mês. “Eu sabia quando ia acontecer. Quando ele estava muito carinhoso, eu já sabia o que iria acontecer mais tarde”. A adolescente se refere a ‘brincadeiras’ do padrasto com as enteadas – baseadas em abraços e ‘toques na bunda’ delas, como contou a irmã mais velha dela ao G1.

Desde a denúncia, no mês passado, a garota está morando na casa do pai e da madrasta. A mãe segue na casa de familiares, enquanto o homem, expulso de casa com o auxílio da Polícia Civil, não foi localizado pela reportagem.

“Me sinto leve por ter tirado esse peso das costas, mas não sei explicar, também, o que eu sinto. Me surpreendi com a reação de algumas pessoas”, disse a vítima.

G1

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