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Depiladora vítima de homem que se masturbou durante atendimento desabafa: ‘Humilhante’

Brasil Cidades Destaque
Caso aconteceu em um salão em Praia Grande. Depiladora relata que sente medo de sair de casa após o crime.

A depiladora de 35 anos vítima de importunação sexual por um homem de 39 que se masturbou durante o atendimento desabafou sobre o caso, em entrevista ao G1 nesta terça-feira (15). “É desgastante, é humilhante”, descreve a profissional, que prefere não se identificar. Moradora de Praia Grande, no litoral paulista, ela fala que passar por isso foi muito assustador, e relata que sente medo de sair de casa.

“O que eu gravei na minha mente foi o olhar dele para mim. O tempo todo em que ele fazia isso, olhava direto no meu olho. Eu nunca vou esquecer, é a pior sensação do mundo”, descreve a vítima.

O caso ocorreu em um salão no bairro Vila Mirim, na última semana. Por volta das 12h, um cliente que havia marcado hora chegou para fazer a depilação. A profissional realizou o procedimento no suspeito que, segundo ela relata, agiu normalmente até então. No fim, quando ela ofereceu um óleo para que ele retirasse o restante da cera, ele começou a se masturbar olhando para ela.

A mulher conta que disse diversas vezes que já havia acabado, e que ele poderia ir embora, mas o suspeito continuou se tocando. Assustada, ela saiu correndo da sala de depilação e contou o que aconteceu a outra funcionária. Quando voltaram, ele havia ejaculado na maca, se limpado e jogado os papéis no lixo, indo embora em seguida.

Ela explica, ainda, que a dona do estabelecimento é filha de um policial militar reformado, que estava no local, e eles decidiram fazer uma “armadilha” para conseguir prender o homem. As funcionárias ligaram para o rapaz e disseram que ele precisaria retornar por conta de um problema na finalização do cadastro.

O rapaz retornou e, quando chegou ao local, recebeu “voz de prisão” do ex-PM, que o conteve. Pessoas que passavam pela rua se revoltassem com a situação e queriam agredir o suspeito, que foi preso após ser encaminhado à delegacia. A vítima conta que, a princípio, não imaginava que poderia dar queixa do caso.

“Na hora, você fica tão desorientada que nem entende que é uma tentativa de assédio. Pensei que ficaria por isso mesmo, não denunciaria. Você fica tão perdida, tão desorientada que não sabe nem como agir, o susto é muito grande”, relata. Ela afirma que todo o processo foi desgastante, que teve de ficar horas na delegacia e precisou ver o suspeito a todo momento.

Entretanto, ela reitera a importância de denunciar, após passar pelo episódio. “O medo que você fica é difícil, estou com medo de andar na rua e ele me ver, medo da família, de tudo. Mas, pensei que, se ele fazia aquilo naquele horário, com um monte de gente, imagina aquele homem sozinho. A prisão foi um alívio”, ressalta.

O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, após todas as partes serem ouvidas. Depois da inspeção no salão, foi registrado um boletim de ocorrência de importunação sexual, e o caso segue sendo investigado.

FONTE: G1

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