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Oito estados têm crescimento de Síndrome Respiratória Grave

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Estados são Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Tocantins e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal

Oito estados apresentam crescimento de síndrome respiratória grave, segundo boletim InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgado nesta sexta-feira (21). A incidência de doenças respiratórias, que, em casos graves, leva à hospitalização ou à morte se deve, em grande parte a infecções de covid-19, ressalta a fundação.

Os estados são Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Tocantins e Rio de Janeiro, além de Distrito Federal. A análise se refere ao período de 9 a 15 de maio.

O boletim aponta “indícios de interrupção da tendência de queda” na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Já Minas Gerais e Piauí demonstram tendência de estabilização.

Mesmo com redução ou estabilidade de casos, os números ainda são muito altos, conforme destaca a Fiocruz. “É importante ter redução sustentada de número de casos para uma recomposição do sistema de saúde, inclusive com vistas a reduzir a taxa de ocupação de leitos”, afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, por meio de nota.

“Diversos desses estados ainda estão com valores similares ou até mesmo superiores aos picos observados ao longo de 2020. Tais estimativas reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão de covid-19, enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”, completou Gomes.

A Fiocruz frisou o risco da retomada de atividades, que pode levar à interrupção da queda de casos ainda em um patamar fora do cenário de segurança, destacando que o pico de casos neste ano foi superior ao pico no ano passado em diversos estados. “Tal situação, caso ocorra, não apenas manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos como também manterá a taxa de ocupação hospitalar em níveis preocupantes, impactando todos os atendimentos, não apenas aqueles relacionadas à síndromes respiratórias e covid-19”, relata o boletim.

Entre as capitais, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas e Porto Alegre sinalizam tendêndia de crescimento de casos a longo prazo. 

fonte: R7

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