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Olho de cabra e cérebro de bode em ‘No Limite’: O que acontece quando comemos pratos ‘exóticos’

Brasil Destaque

Nutricionistas explicam como nosso corpo reage a carnes diferentes e dão dicas de como usar iguarias em receitas, acompanhadas de guacamole ou em moqueca.

A nova temporada de “No Limite” começou nesta terça-feira (11) com duas grandes expectativas: que entregue entretenimento e faça os participantes comerem iguarias equivalentes às edições anteriores, com olho de cabra, cérebro de bode, vermes vivos, testículo de búfalo e ovo galado, entre outros quitutes.

Pode parecer estranho ver cérebro de bode ou cabeça de galinha servidos à mesa no programa, mas essas iguarias fazem parte da alimentação em algumas regiões do país, explica Lenita Borba, do Conselho Regional de Nutrição da 3ª região. “Eles são servidos cozidos, em preparações como ensopados”, conta.

A culinária brasileira também é formada por carnes que vão além das mais comuns (bovina, suína, aves e peixes): búfalo, avestruz, jacaré, javali, cordeiro, rã e coelho são bastante consumidos em algumas regiões, diz Tamiris Vieira, nutricionista e professora da Etec.

Além disso, a vida do brasileiro pode mudar: ser convidado para jantar e se deparar com um prato de insetos pode ser um futuro muito próximo. No começo do mês, o Globo Rural mostrou que o tenébrio, besouro usado na alimentação de animais, já virou até chocolate para consumo humano, é rico em proteína, ômega 3 e 6 e pode se tornar suplemento.https://167d20cc89450428143a7c5e1bb79830.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“O consumo de insetos se popularizou. Atualmente no Brasil, iniciou-se uma corrente denominada entomofagia. Comer vermes vivos não é muito comum em nosso país, porém é uma espécie muito encontrada no Maranhão, sendo uma iguaria na região e de valor cultural e gastronômico. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva”, conta Borba.

“O estômago e o intestino são muito hábeis para digerir diferentes tipos de alimentos, que mesmo sendo exóticos para nós, são naturais e até corriqueiros para muitas pessoas e contêm nutrientes que já digerimos.”

” A questão é ter a intenção de comer, talvez por curiosidade, ou necessidade, mas com uma atitude mais aberta, gentil, menos julgadora, para não rechaçar, nausear, vomitar e expelir o que não é desejado”, diz Salvo.

Vieira explica que não existem receitas milagrosas capazes de aumentar a resistência e a imunidade, mas uma mudança geral na alimentação pode nos ajudar a digerir melhor os alimentos – exóticos ou conhecidos.

O risco de uma alimentação mais diferente está no mal armazenamento e na má preparação. Se for comer alguma dessas iguarias, é preciso estar atento a detalhes: saber onde foi produzido, como foi realizada a manipulação dos alimentos, o tempo de refrigeração ou congelamento, como foi realizado o descongelamento e nas condições de cozimento, alertam as especialistas.

FONTE: G1

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