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Bebê tem braço quebrado durante parto em hospital e mãe alega ‘negligência’ no litoral de SP

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Em entrevista ao G1, mãe alegou que foi informada do ocorrido pela equipe médica três dias após o nascimento da criança

Um bebê prematuro teve o braço direito quebrado durante o parto realizado no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Em entrevista ao G1, a mãe, Maria Izabela de Souza Sá Pedro, de 21 anos, afirmou que ficou sabendo do fato dias após o nascimento do filho, e que a equipe médica alegou que foi uma cesariana difícil.

Joaquim de Souza Sá Silva de Lima nasceu no dia 1º de maio, após Maria ficar internada por três dias. A jovem conta que deu entrada na unidade no dia 29, pois a bolsa havia estourado. Os médicos avaliaram o quadro dela e decidiram esperar até que ela completasse 34 semanas para fazer o parto. No entanto, como ela estava sentindo muita dor e perdendo muito líquido, a cesariana foi realizada com 33 semanas.

“Eu fui para o quarto e só consegui ver o bebê no dia seguinte, porque ele nasceu prematuro e teve que ficar na incubadora. No segundo dia, os enfermeiros me disseram que a médica ia falar comigo a respeito do quadro dele, mas ninguém veio até mim. Só no terceiro dia que fui saber que ele tinha fraturado o bracinho no parto. A médica me disse que isso tinha ocorrido porque foi um parto difícil”, afirma a jovem.

Segundo ela, a profissional disse que iria imobilizar o braço do bebê para que ele se recuperasse logo. “Eles colocaram uma faixa, tiraram falando que iam colocar um gesso, depois me disseram que iam deixá-lo sem nada. Colocaram o gesso e tiraram para colocar uma tala. Cada hora é uma coisa diferente”, fala.

A mãe conta que, no primeiro momento que soube da fratura do filho, achou que era normal. “Depois, analisando, a gente vê que não é. Se eles são médicos, tem uma forma correta de retirar sem machucar”, conta.

O menino ficou intubado nos primeiros dias, em decorrência da prematuridade. Quando apresentou melhora, ele foi extubado. Após isso, a mãe só conseguiu pegá-lo no colo uma vez. “A enfermeira me perguntou se eu queria segurar, foi o único momento em que eu peguei meu filho. Desde que ele nasceu, segurei ele no colo por duas horinhas”, relata.

Depois de cinco dias, Joaquim voltou a ser intubado, segundo a mãe, pois os médicos descobriram que ele estava com uma infecção no sangue. “Ele está todo roxinho por causa dos acessos. Ontem [terça-feira], ele estava com um [acesso venoso] no pescoço que até inchou”, explica. Para ela, o hospital está sendo negligente com a situação do bebê.

“Meu filho vem piorando a cada dia por negligência, eles não estão dando a atenção devida para um bebê prematuro. Estou com medo de ele piorar ainda mais. Primeiro teve essa fratura no braço. Agora, a infecção. Não conseguimos entender”, desabafa.

Riscos

O obstetra Bruno Zaher diz que algumas intercorrências durante o parto podem levar a lesões ou fraturas, mas que isso não é comum. “Isso está dentro das circunstâncias que chamamos de risco inerentes ao parto, como alguma situação que dificulta a extração do parto, desde que esse parto tenha sido realizado dentro dos parâmetros, respeitando a mãe e o bebê”.

Segundo o especialista, a posição que a criança está pode acarretar a fratura, caso ele esteja atravessado, sentado ou até com a mãozinha na frente do rosto. “Ele vai passar por um corte de somente dez centímetros”, explica.

Outro fator que pode causar o incidente é a fragilidade dos ossos de um bebê prematuro. “Não consideramos rotineiro, mas entendemos que, em partos dificultosos ou de emergência, isso pode ocorrer”, finaliza.

Hospital Irmã Dulce

G1 tentou contato com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pela administração do Hospital Irmã Dulce, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.

Com informações do G1

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